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Categorias ameaçam entrar em greve, caso a medida provisória do Governo não seja revista
A não concessão do reajuste salarial, que é dada aos servidores do
Estado em todo início do ano, na gestão do governador Ricardo Coutinho
(PSB), já era esperada com a crise econômica que também atinge a
Paraíba, mas a suspensão da data-base com a publicação da medida provisória nº 242 já começa a causar revolta em algumas categorias, que ameaçam fazer mobilizações contra o ato do Executivo.
Conforme
Medida Provisória, estão suspensos os reajustes das remunerações e
subsídios aos servidores civis e militares da administração direta e
indireta do Poder Executivo estadual, bem como dos proventos dos
servidores inativos e pensionistas. A medida também suspendeu o efeito
da 1º da Lei nº 9.073, de 14 de maio de 2012, que instituiu como
data-base de reajuste o dia 1º de janeiro.
O Sindifisco-PB, que
já havia programado uma paralisação nesta quarta-feira (27), para
reivindicar aumento salarial, não descarta entrar em greve por tempo
indeterminado se a medida do governador não for revista.
“Amanhã
nós vamos fazer uma paralisação de 24 horas de advertência e nos
concentraremos às 10h no Centro Administrativo, para que o secretário da
Receita, Marialvo Laureano, nos receba, porque queremos uma definição
mais clara para a categoria do Fisco. Também não está descartada uma
greve por tempo indeterminado”, ameaçou Victor Hugo, presidente do
Fisco-PB.
Ainda segundo ele, que também é um dos coordenadores do
Fórum dos Servidores do Estado, outras categorias como a do magistrado,
dos procuradores e dos técnicos administrativos já estão se organizando
para iniciar protestos contra o Governo.
“De um modo geral
algumas categorias já estavam se organizando, mas após esse decreto
haverá um aceleramento para fazer essas mobilizações. Amanhã mesmo já
tem uma assembleia dos procuradores do Estado, os técnicos
administrativos já estão marcando, os professores das universidades
também”, contou.
O presidente do Clube dos Oficiais, coronel
Francisco, Carlos Belarmino, alertou, “que por muito menos”, a
categorias já fez grandes mobilizações.
“Há pouco mais de 30 e
60 dias dizia que as finanças estavam todas saneadas, que estava tudo
bom, que tinha equilibrado o Estado e de repente, o Estado quebrou. Isso
é lamentável. Acho que é ilegal, imoral. Ninguém nunca assistiu uma
agressão tão grande a categoria”, reclamou.
Já o presidente
Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (Sintep), revelou que
já foi solicitada uma audiência com o Governo para sanar dúvidas sobre
quais categorias serão afetadas com a medida provisória.
“Na
medida provisória tem dizendo que as categorias que tem piso serão
respeitadas e nós estamos na categoria que tem piso, mas o governo pode
desrespeitar o plano de carreira, que foi aprovado em 2003, então essa é
a grande dúvida”, questionou.
Fonte : Portal Correio
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
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Servidores preparam greves e protestos contra medida que suspende data-base no Estado
03:38
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