quarta-feira, 9 de março de 2016

Aliados de Cunha falsificaram assinatura de deputado para tentar barrar cassação




                        Gurgel (PR-AL) é aliado declarado de Cunha. (Divulgação/Facebook)



De acordo com a publicação, laudos grafotécnicos certificam que a assinatura do deputado Vinícius Gurgel (PR-AP), na carta em que renuncia à vaga de titular no Conselho, é uma falsificação “grosseira” e “primária”. O documento foi apresentado por aliados de Cunha para tentar barrar o processo de cassação.
Aliado declarado do presidente da Câmara, Gurgel não estava em Brasília na madrugada do último dia 2, quando o Conselho de Ética aprovou a sequência do processo. Entretanto, a margem foi a mais apertada possível: 11 votos a favor contra 10 contra.
Como cada voto podia ser decisivo para a continuidade da ação, aliados de Cunha tentaram fraudar a renúncia de Gurgel e, principalmente, barrar a convocação de um suplente; no caso um deputado do PT que votaria contra o peemedebista – pois, uma vez que ele renunciasse, o PR poderia indicar outro deputado, desta vez pró-Cunha.
Ainda segundo a Folha, o presidente da Câmara demorou a iniciar a sessão do plenário marcada para a noite do dia 1ª até a madrugada para esvaziar o local depois das 23 horas. O objetivo era atrasar a votação para, assim, concluir a troca de Gurgel por um deputado aliado. 
A carta de renúncia (com a assinatura falsificada) foi entregue ao Conselho de Ética às 22h40 e, menos de dez minutos depois, Maurício Quintella Lessa (PR-AL) votou a favor de barrar o processo contra Eduardo Cunha.

Fonte Yahoo Noticias

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