Estreou nesta segunda-feira (11) a nova novela das onze da Globo, "Liberdade, Liberdade", com texto assinado por Mário Teixeira e direção de Vinícius Coimba.
Com a premissa de contar a história de Joaquina (interpretada neste capítulo por Mel Maia), filha de Tiradentes, a trama começou bem, tendo uma correta introdução, com a atriz mirim praticamente "carregando todo o piano" nas costas, se mostrando muito mais segura do que aquela menina, não menos talentosa, de "Avenida Brasil" (2012) ou a encantadora Pérola de "Joia Rara" (2013). Extremamente contundente.
A fotografia, que tem sido um dos pontos altos das novelas da Globo
nos últimos anos, novamente tem que ser elogiada. Não só, como toda a
questão de reprodução da época, número de figurantes e cenografia. O
esmero mostra que a Globo não economizou para dar veracidade à esse
momento histórico tão importante do Brasil.
Mateus Solano mostrou, mais uma vez, o grande ator que é na pele de
José Maria Rubião, em cenas fortes de tortura e enterrando de vez o
Félix de "Amor à Vida". A habilidade de Solano em interpretar papéis tão
distintos e exigindo um nível de excelência na interpretação é raro.
Não poderia deixar de citar Letícia Sabatella na pele de Antônio
Maria do Espírito Santo, que acabou engrandecendo este primeiro capítulo
e também Thiago Lacerda na pele de Tiradentes, tendo como ponto alto a
cena do enforcamento.
Marco Ricca também acabou sendo outro grande atrativo como o Mão de
Luva, numa caracterização, trejeitos e sotaque bastante diferente de
seus últimos personagens em telenovelas.
Com aproximadamente 35 minutos de arte, não há muito o que exigir de
um primeiro capítulo. A agilidade dificilmente aconteceria pela
complexidade da história. E de fato, o ritmo lento acabou ditando, o que
não é uma crítica. Apenas uma necessidade.
Thiago Forato é jornalista, escreve sobre televisão há 11 anos e
assina a coluna Enfoque NT há cinco, além de matérias e reportagens
especiais no NaTelinha. Converse com ele: thiagoforato@natelinha.com.br
| Twitter: @tforatto

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