Após decisão do juiz Max Nunes de França, de Campina Grande, que, por meio de liminar nessa quarta-feira (12), manteve a realização da 39ª edição da Vaquejada do Parque Maria da Luz,
a Comissão dos Direitos dos Animais revelou, nesta quinta-feira (13),
por meio de seu presidente, Francisco José Garcia Figueiredo, que entrou
com um recurso no Tribunal de Justiça da Paraíba pedindo a suspensão do
evento sob alegação de maus-tratos e com base na decisão do Supremo
Tribunal Federal (STF), que proibiu a vaquejada no Ceará.
O
pedido de suspensão foi protocolado pelo grupo Harmonia dos Protetores
Independentes dos Animais (Harpia), organização defendida pela comissão
da OAB/PB. A entidade move uma ação civil pública contra Campina Grande e
a Associação Parque de Vaquejada Maria da Luz. O argumento principal
usado pela Harpia para suspender o evento foi a alegação de que a
prática viola as normas ambientais por submeter animais a práticas
crueldade, abusos e maus-tratos, embora a vaquejada tenha viés cultural.
O
magistrado disse na decisão que “não se pode utilizar como fundamento
vinculante neste momento o resultado do julgamento pelo STF, pois ainda
não há julgamento definitivo sobre a matéria e sequer o acórdão foi
publicado, portanto desconhece qual será o alcance da decisão”. O juiz
Max Nunes argumentou que "não reconhece de plano que a prática atual da
vaquejada seja uma modalidade em que ocorra crueldade aos animais. Os
regulamentos seguidos para a organização das vaquejadas atualmente
apontam elementos que indicam a preocupação com o bem estar animal,
impedido a prática de acoites e utilizando equipamentos na cauda do
animal para minorar os riscos de lesões”.
Correio

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